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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Suco da uva


Suco da uva

Foi debaixo da ramada
Abrigados da chuva
Olhos nos olhos a alma levada
Bocas envolvidas em bago de uva
Foi debaixo da ramada
Suco fresco, chão molhado
Pés descalços, camisa colada
Embriagados num bago saboreado
Boca na boca, uva esmagada
As mãos no corpo deslizavam em garra
Gota a gota a chuva sorria
E a chuva caía louca na parra
Sons de frenesim em sintonia
Era música, era dança, era farra
A tempestade transformada em magia
Foi debaixo da ramada
Corpos no chão tinham esquecido
Unidos sem roupa, esqueceram a chuva
Envoltos em sol soltaram gemido
Esqueceram o tempo no suco da uva
Ali a uva o suco soltou
E o sol que apareceu, vindo do nada
A chuva evaporou,
debaixo da ramada

José Alberto Sá

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Pensa e ama


Pensa e ama

Não penses que me perco em coisas vãs
Não entro em confusões
Não penses que só olho a coisas sãs
Amo no sentido de mil perdões
Não penses que o caminho é sempre bom
Não dou passos por cima de predas salientes
Não penses que o moinho só mói pão
Amo com carinho, amizades carentes
Pensa somente que sou aquele que imaginaste
Pensa somente que sou aquele amigo
Ficarás mais rica pelo que amaste
Ficarás mais feliz pelo abrigo
Pensa e aloja em pensamento o teu calor
Não penses que me vejo perdido
Não entro em euforias
Não penses que me sinto caído
E no meu fervor…
Amo tudo que é verdadeiro,
tudo que me dirias
Não penses que falo por falar
Não penses que nasci crescido, já fui semente
Não penses que sou amor sem amar
Amo quem me ama eternamente
Pensa somente e leva-me contigo
Pensa no arco-íris, imagina-te dessa cor
Não penses na razão do castigo
Pensa em Deus, em mim e no amor

José Alberto Sá

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As minhas cores

Se não conhecem minha cor é porque só vêm em volta, sou o arco-íris mas têm de me conhecer por dentro.
O meu cinzento a a abertura a mil cores, sorri e me verás.

Foto de: José Alberto Sá.

Ao outro lado da poesia


Ao outro lado da poesia

Apetece-me escrever
Mesmo não sabendo
Apetece-me ser
Mesmo não sendo
Que importa, se uma nuvem apareceu
Quando mil estrelas brilham
Que importa se o mal à terra desceu
Se é o bem e o amor que nos maravilham
Apetece-me escrever
Sendo um inculto feliz
Apetece-me corroer
A cultura que o outro me diz
Poeta?
Um poeta escreve o que lhe vai na alma
Poeta? Eu?
Sou um ser do céu!
Para alguns, sou quem tira a calma
Não são as minhas poesias
São manias
Problemas intelectuais
Paranormais
Irracionais até…
Escrevo e escreverei sempre
Sou um poeta na minha fé
Sou de Deus, sua semente
O outro?
Desculpem… Ele é a nuvem que passou
Eu brilho na luz das minhas estrelas
Vivo alegremente
Na alegria de quem gosta de mim
Apetece-me escrever
Mesmo não sabendo
Palavras do meu jardim
Palavras do meu apetecer
Mesmo não lhe apetecendo

José Alberto Sá 

Ciúme ou inveja


Ciúme ou inveja

Íngreme é o tempo
Em que uma voz nada diz
Tempo ou espaço
Uma voz levada no vento
Revolta… Cicatriz
Um tempo sem abraço
Olho as horas no relógio do sol
Espero…
Espero que o tempo me traga paz
Íngreme é a revolta
Em que a inveja nada traz
Espero…
Espero que a vida à nossa volta
Seja de amor
Seja de carinho
Pois é íngreme o tempo
De quem não gosta de viver
Sou a simplicidade de uma flor
Sou a vontade do nascer
Sou a mó do moinho
E espero ver o tempo acontecer
Aconteça o que meu corpo…
Merecer
Espero…
Mesmo no íngreme diabo
No tempo do fogo, do ciúme
Espero…
Como o alcoolizado, no último trago
Cambaleando no íngreme cume
O tempo de quem não ama
Espero…
Que minha uva dê vinho, Sangue de Cristo
Que o tempo íngreme só dê rama
Espero…
Num tempo em que existo

José Alberto Sá

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Temperaturas


Temperaturas

Dez graus, temperatura do teu cabelo
Teu pescoço estava mais quente
Senti nos lábios o sabor de caramelo
Sabor quase derretido
Vinte e cinco graus, o termómetro não mente
E o meu lábio sente
Um corpo apetecido
Teus ombros mornos
Vinte graus talvez
O calor dos contornos
Quando beijei, um ombro de cada vez
Senti o sol e tirei a camisa
Teus seios libertavam calor
Beijei-os sentindo os graus na pele lisa
Vinte e oito graus de amor
Suava por mais um botão, saído da casa
Trinta graus medidos na intensidade
De um calor tórrido saído de tua brasa
Da tua nudez, da tua humidade
Amamo-nos ali despidos do frio
Amamo-nos ali sem pudor
Graus positivos, suores, correntes de um rio
Amamo-nos ali, num louco amor
Depois de um banho
Continuou a temperatura
Graus de amor sem ter tamanho
Amor, calor e mente pura


José Alberto Sá

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Eu...

A vida é luz
Ela nos ilumina
Ela nos fascina
Ela nos seduz

Amem somente
Libertem amor iluminado
Sejam bons pela luz mais quente
No amor de um ser educado

José Alberto Sá.

mesmo aí


Mesmo aí

Respiro-te…
Desculpa, mas sinto sempre o teu odor
Mesmo aí,
Nesse cantinho tão distante
Admiro-te…
Desculpa, mas sinto na tua pele uma flor
Mesmo aí,
Nesse corpo diamante
Quero-te…
Desculpa, mas sinto o teu coração
Mesmo aí,
Nesse pulsar que me chama
Espero-te…
Desculpa, mas sinto a tua mão
Mesmo aí,
Nesse estender que me ama
Desejo-te...
Desculpa, mas sinto teu calor
Mesmo aí,
Nesse mundo de além-mar
Beijo-te…
Desculpa, mas sinto o teu amor
Mesmo aí,
Nesse pedaço que quero abraçar
Adoro-te…
Desculpa, mas sinto-te nas entranhas
Mesmo aí,
Nesse lugar que não conheço
Imploro-te…
Desculpa, mas sinto que comigo tudo ganhas
Mesmo aí,
Nesse mundo de desejo que eu mereço
Mesmo aqui


José Alberto Sá

Touro enraivecido


Touro enraivecido

O touro dobrava a esquina
Arrepiava a borda do passeio
Arreliava a pedra no caminho
O touro…
Corrente de raiva, rua acima
Animal furioso, cortando tudo pelo meio
Saliva ensanguentada
Pelo cantar do passarinho
Um touro solto em palavras
Besta sem encantamento
Fúria nas unhas quando cravas
A raiva… O teu alimento
Touro sem controlo
Correndo pelo corredor do pecado
Salpicando o passarinho sem medo
Besta ao solo
Besta ao lado
Touro infernal… Credo!
Agarrem a besta pelos cornos
Animal sem contornos
Peganhento de baba nojenta
O passarinho te aguenta
Corre sem caminho, besta perdida
A pega que te amansará
Será feita pelo passarinho,
que te castiga
No meu voar, vi tua dança
Touro de ontem, de hoje
O passarinho de amanhã
Amansa!

José Alberto Sá

domingo, 26 de agosto de 2012

Passarinho

Para não esquecer que amo, deixo sempre um post-it no passarinho...rsrsrsrsr
A cortiça nos dá este prazer.

Vaidade

Sou um ser vaidoso!!! Mal do ser humano que não tem vaidade no seu ser.
A natureza tem vaidade, eu aprendi com ela.
A foto é a demonstração da vaidade na natureza.

Foto de: José Alberto Sá.

sábado, 25 de agosto de 2012

o salto

Cuidado!!! O próximo salto é o decisivo.
A natureza nos ensina, ama saltando de alegria.

Foto de: José Alberto Sá.

Rosa

Por favor não tocar... é bela demais.
Tem perfume.
Tem cor.
Tem a simplicidade do amor.

Foto de: José Alberto Sá.
Mesmo no último instante podes te redimir, pedir perdão pelos erros. 
Mesmo no cair da flor, ela é bela.
Mesmo no último segundo podes ser feliz, somente tens de amar.
Mesmo sem se ver, o arco-íris é lindo na nossa imaginação, tal e qual o amor.
Ama até cair e serás recordado eternamente.

Foto de: José Alberto Sá.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ofenderam-me


Ofenderam-me


Tenho recebido emails de alguém incomodado comigo.
        Alguém que não gosta de mim, alguém sem nome, sem cara, sem caráter, sem respeito.
Um ser que jamais será feliz na vida, um ser incompleto que está a ser perturbado pelos seus atos.
Para esse alguém somente digo:
Sou um ser que vive feliz para com Deus, pena ele não saber o que isso é!
Sou o que Ele escolheu.
Por isso nada faço para inquietar a mente dos outros.
Por favor... Deixem-me em paz.
Quem não gosta de mim, pode sempre me ignorar.
Não seu falar a linguagem do ódio.
Tenho recebido palavras que me ofendem... Porquê?
Tenho pena desse ser, que se inquieta comigo, ser pobre de mentalidade.
Somente digo...

Não viva flutuando em mar sem sal
Num mar de algas em putrefação
Flutue em águas límpidas e flutue sem mal
Não seja a montanha sem vegetação
Limpe a mente de tóxicas nuvens do seu céu
E não faça uma leitura mendiga
Diga seu nome, desabafe, levante o véu
Se for a minha leitura que o castiga
Não seja a garganta que grita sem eco
Também como eu, nasceu racional
Vivente de diálogo pantanoso
Pessoa sem nome é boneco
Não seja a carraça de um vazio irracional
Seja sim sincero e talentoso
Não escreva palavras no lodo da sua vontade
A dor denuncia teu queixume
Ignóbil e mordaz sem caridade
Sarcástico e moribundo, ser sem lume
Como é possível ser diminuído em amor
Ser vivente de uma agonia cega
Figura mórbida embrenhada em rancor
Ser maquiavélico a quem a vida tudo nega
Diga o que quer em seu nome, pífaro sem som
Pobre ser de quem tenho pena
Desabafei perdoando-lhe de coração
Amigo que não conheço de mente pequena

Desculpe este meu desabafo, mas não me contive.
Para as pessoas que não querem ser meus amigos é fácil, abandonem-me, evaporem-se.
Mas deixem-me em paz

José Alberto Sá

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Procuro

Procuro por entre pétalas de marfim
O néctar da felicidade
Perco-me no oiro do sol
Imaginando-te vezes sem fim
E chamando-te para minhas asas
Bailar contigo sem pensar na idade
Numa pequena flor, como num girassol

Foto de: José Alberto Sá.

Zumbidos

Vivemos todos os zumbidos da vida, mas até o zumbido é respiração, é pureza, só transportando o néctar do amor podemos usufruir do voo da harmonia, paz e luz em cada flor.

Foto de: José Alberto Sá.

Rugas

As rugas aparecem depois de uma longa caminhada, não é sinal de velhice, é sim sinal de sabedoria.
A vida passa a cada segundo e cada segundo é uma eternidade aos olhos de quem ama.
A rugosidade da pele é o caminho já feito, a parte lisa é a lição de uma vida que os mais novos devem olhar, na palavra dos mais velhos.

Foto de: José Alberto Sá.

sábado, 18 de agosto de 2012

Se Ele voltar


Se Ele voltar

Terei vergonha...
Temo que riam de mim
Se me descalço
Sou o falso
Sou o ruim
Se deixo crescer o cabelo
Serei o mendigo
Vagabundo
Sou eu quem o digo
Tenho vergonha deste mundo
Não devo merecê-lo
Se deixo crescer barba e bigode
Talvez digam: É um triste
Alguém que não pode
Alguém que não resiste
Imagino-me na rua pregando
Vejo olhares desconfiados
Pessoas a rirem de mim
Pessoas murmurando
Gritos a mim denunciados
Imagino-me devorado até ao fim
Terei vergonha...
Imagino O meu Deus
O meu Senhor
Descendo á terra
Falar do lindo Altos Céus
Falar de amor
Apagar a guerra
E o meu povo
O povo que já não quer ouvir,
vai abandoná-Lo de novo
Crucificá-lo
E deixá-Lo partir
Imagino-me sozinho
A limpar-Lhe o rosto, Seu sofrimento
Terei vergonha...
É assim que imagino, se Ele voltar
O mundo parou neste momento,
para com o Senhor
O meu altar
O meu amor

José Alberto Sá

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um mais um, são...


Um mais um, são...

Segura-me
Pronto para me despir
Quero tudo contar
Atura-me
Pronto para te servir
Quero tudo provar
Sou homem, mesmo que nu
Branco de cor
Segura-me, hoje és tu
O meu amor
Atura-me
Quero brincar, assunto sério
Quero de ti conhecer
Por entre teu branco
O mistério
Segura-me, por entre o manto
E atura-me
No reboliço da nossa ansiedade
Quero-te diluída em minha pele
Segura-me
No vermelho da verdade
E atura-me
No momento que nos sele
Quero que sejas feliz comigo
Por isso atura-me agora
Segura-me por fora
Por dentro sou teu amigo
Quero que estejas em união
Seguro-te
Segura-me
Aturo-te
Atura-me
Somos dois, um só no meu coração

José Alberto Sá

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Meus braços


Meus braços

Abri meus braços
Eram curtos, para a minha vontade
O ar ocupava os espaços
Entre o amor e os braços, a claridade
O caminho entre o principio e o fim
Entre o começo
e os términos da distância
Para mim...
O arremesso
Entre as mãos da importância
De braços abertos
Mãos espalmadas
O desejo
Que entre mãos, tudo que vejo
São labirintos descobertos
Sangue em veias dilatadas
Raízes dos braços para medir
Quantas pessoas
Fracas ou boas
Me devem resistir
Só quero dar um abraço, o maior possível
Acolher
Amar
Levar ao mais apetecível
Ao grande, ao longe, ao meu ser
Somente dizer no apertar
Que meus braços são a distância
Entre o amor e o abandono
São no doce a Fragrância
Na essência, sou eu, o seu dono
O meu pensar
O abraço na chegada ou na partida
O meu levitar
De braços abertos para a vida

José Alberto Sá

Que importa...


Que importa...

Que me importa o vento
Se eu respiro o ar da tua boca
Que me importa as horas
Se o tempo,
é que cala minha voz rouca
E o amor,
são os olhos que me olham como amoras
E brilham para mim em louvor
Já nada mais importa
Nem as nuvens escurecem o céu
O sol que brilha,
são as íris da minha flor
São elas que aromatizam a minha alegria
Perfumam tudo que é meu
Que me importa os climas
Já nada mais importa, nem o calor
És tu o aquecedor do meu coração
O que importa são as rimas
A minha poesia, como numa canção
Que importa, se as árvores não têm folhas
Se tu és a frescura da natureza
Que importa se rebento meus pés em bolhas,
quando caminho para ti
Que importa na vida a incerteza
Se tu és real e pura
Se tu és tudo o que não escrevi
Que importa se agradeço e choro,
dizendo que és a minha cura
Tu és onde eu já moro
Já nada mais importa, além do teu sorriso
Ceguei só para te ver
Bloqueei só para te encontrar
Isolei-me só para te escrever
Que importa se não tenho horizonte
Se tu já és o meu mar
A minha fonte
Já nada me importa
Tu és a luz do meu mundo
A candeia da minha porta
Só tu existes a cada segundo

José Alberto Sá

domingo, 12 de agosto de 2012

Porque não te tenho


Porque não te tenho


Se eu soubesse
Que morria
E te encontrava do outro lado
Que mal faria!
Se eu soubesse
Que o amor agradeceria
A viagem do amado
O céu talvez fosse rosa
A terra fosse azul celeste
Se eu soubesse
Que lá te encontrava, doce e vistosa
E que lá te pudesse,
roubar o beijo que não me deste
...
O mar do outro lado fosse de areia
O deserto fosse molhado
Que bom seria
Correr para teus braços minha sereia
e bailar contigo do outro lado
Se eu soubesse, que morria
e te pudesse levar em meu colo
Rolar na erva verde esperança
Morreria feliz neste meu solo
e comigo te levaria na nossa dança
...
Seria tão bom se eu soubesse
Que morrer seria o menos mal
Se beijar teu rosto poderia,
sempre que quisesse
Momentos de amor celestial
Que eu não me importaria
Se assim fosse e eu soubesse
Eu morreria

José Alberto Sá