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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Palavras


Palavras


P alavras

A penas

L etras que lavras

A penas ditas

V ozes escritas

R iscos que falam

A penas e

S omente não calam


E scritos


M emórias

A mores

I nvejas

S abores


P alavras

A dorações

L embranças

A ptidões

V alores

R azões

A lianças

S empre, palavras e mais palavras


José Alberto Sá

A melhor do mundo


A melhor do mundo


Mãe!

Já nem lembrava

Como se prenunciava

Este lindo chamar

Palavra que em pequeno amava

Em jovem adorava

e hoje quis recordar

Mãe!

Até nos dias em que me batia

Para me educar

Agradecimento e alegria

Daquele tempo… O meu recuar

Minha mãe… tão pouco te disse

Num tempo que não pensava

Criança, meninice

Menino que tudo amava

Mãe!

Que bom quando te vejo

Velhinha… Mas minha…

Minha mãe

Cada beijo…

É um gravar de saudade

Do tempo que na verdade

Te tive e não vi

Mãe… Hoje escrevi

Estas lindas palavras

Do tamanho do mar

Mãe de paixão

Do menino que sempre esperavas

O homem que não vai esquecer

A mãe do meu coração


José Alberto Sá

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Luz silenciosa


Luz silenciosa


A vela acesa reluzia

Uma pequenina luz branca

Claridade divina

Uma voz silenciosa

Que me dizia

Que estavas deitada na manta

Num corpo que me fascina

Tom suave, pele fina

Cor-de-rosa.

Fiquei ali admirando

Sonhando quando a luz tremia

Teu corpo… Minha sangria

Eu ia devorando

Minha sede… Minha orgia

Podia sentir o sono aveludado

Sorrindo em lábios sedosos

Um respirar perfumado

Num corpo ondulado

Sedento da minha vontade

Cabelos viçosos

A minha vaidade

Dormias…

E tudo me dizias

No teu silenciar

E… Sem te tocar

Podia sentir o calor

Sentir o queimar do amor

Na luz branca

Do teu iluminar


José Alberto Sá

Amigos


Amigos


Tantas amizades preciosas

Sou feliz…

Quantos olhos me brilham

De pessoas orgulhosas

Por serem da minha árvore

Serem a minha raiz

Amigos que maravilham

Sou feliz…

Sinto paz e alegria

Nas conversas de riso

Nas conversas de seriedade

São eles que me amam

Sou eu quem o diz

São a minha telepatia

O amor que preciso

Sou feliz… Que vaidade

Ter amigos do coração

Todos eles especiais

Amigos da minha recitação

Amigos reais

Sou feliz…

Não se preocupe com o lugar,

que tem em meu coração

Eu não me preocupo com o pulsar,

que tenho no seu

Sou feliz… Linda emoção

Amigos são vida

Pura gratidão


Eu tenho tantos… tantos

na palma da minha mão.


José Alberto Sá

Amar


Amar


Orei…

Rezei…

Pensei…

Na verdadeira felicidade

Que não sei se alcançarei

Quando... Ou como…

Somente peço lealdade

Existem flores com espinhos

Pedras nos meus passos

Encruzilhadas nos caminhos

Desavenças nos laços

Pergunto… Como devo sonhar?

Se um abismo me pode esperar

Pergunto… Como não ter medo?

Se da história contada,

não conheço o enredo

Sou egoísta!

Tudo me consome

Um horizonte que mal se avista

Num mundo de guerra, injustiça

e fome

O céu está a desabar

Sinto ninguém a me olhar

Sou o companheiro da dor

Na vontade de rezar

Orar… Tirar o espinho à flor

Pensar… Pensar…

Que a vida é amor

Para isso basta… Amar


José Alberto Sá

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Construções de areia


Construções de areia


O mar…

Onde tentei construir um castelo

As areias me eram queridas

Um louco amar

Areias brilhantes de cor caramelo

Meu recitar…

Um amar de palavras

Um amar de sol

Areias de um deserto

Construção que me lavras

Da cor do girassol

Areias do meu aperto


Mar…

Águas distantes e revoltosas

Que no seu ondular

Não deixou construir meu desejo

Águas vaidosas

De um estranho amar

Que ficou na ânsia de um beijo

Mar meu…

Talvez construa

Um castelo na tua areia

Na janela uma menina nua

Que um dia comigo passeia,

juntinho ao mar.


Mar de encanto

Da cor do céu

Mar… Meu manto

De um castelo que será teu

Mar de amor

Um mar que não me quer

Sem castelo, sem flor

Sem o cheiro a Malmequer

Sem o mar

Sem construção

Sem amar…


Desilusão…


José Alberto Sá

Todos os dias


Todos os dias


Escrevo todos os dias

Saudades…

Ausências, verdades, mentiras

Amores…

Temas de luz

Ódios e alegrias

Prisões e liberdades

Jardins e flores

Mar, rios e desertos

Jesus…

Sabores e desejos

Sentidos abertos

Sentimentos

Beijos…

Tantos temas!

Soluções e dilemas

Teatros, danças e cinemas

Zangas e paixões

Mãos dadas, abraços e corações

Escrevo sem rancor

O que sinto…

O que penso…

Escrevo por amor

Visões que pinto,

em palavras de um dom imenso

E que me desperta

Ser poeta


José Alberto Sá

Contas


Contas


Desconta

As palavras mal ditas

Desconta

As frases mal escritas

Desconta

As vezes que não apareci

Desconta

Quando não pensei em ti

Conta

As palavras que já te escrevi

Conta

As vezes que te falei

Conta

As vezes que te vi

Conta

As vezes que te amei

Soma-lhe

As longas conversas

As lindas recitações

As vezes que te beijei

Essências diversas

Na soma dos corações

De nós os dois

Se não somas… Eu somarei


José Alberto Sá

domingo, 27 de novembro de 2011

Oportunidade


Oportunidade


Estavas no precipício

Querendo acabar

Já nada valia a pena

Era o fim e não o início,

de um amar

De um separar de clara e gema


Pensavas...


Que não mais tocarias

Não mais sentirias o olhar

Não mais conseguirias sentir

E levavas contigo as alegrias

Levavas contigo o teu voar

Não tinhas cor no teu sorrir


Pensavas...


No precipício... Lá no fundo

Nada refletia...

Fechaste os olhos sem chorar

Pesar profundo

Ias saltar

O último dia...


Pensavas...


Alguém te agarrou

Não querias acreditar

Que aquele que te amou

Continuava a amar

Te beijou... Beijou...

E... Tu já não pensavas

Corrias e saltavas

Porque o amor te levou

Já não havia precipício

Havia sim, outro início


José Alberto Sá

Levai-me...


Levai-me...


Levai-me a levitar

Levai-me durante o sono

Levai-me a sonhar

Faço de vós o meu dono

Levai-me pelas estrelas

Pelas nuvens de algodão

Levai-me em caravelas

Levai-me em vosso coração


Levai-me...


Levai-me no vosso passeio

Levai-me no vosso amor

Fazei de mim vosso recreio

No vosso jardim, serei a flor

Levai-me no tempo das fadas

Levai-me no coche da paixão

Faço de vós minhas amadas

Se me cantardes na vossa canção


Levai-me...


Levai-me, não quero ficar sozinho

Levai-me no vosso ninho

Levai-me e dai-me carinho

Não vou reclamar

Se me levardes no vosso mar

Levai-me...

Somente levai-me, no vosso amar

Já não consigo ficar...


Levai-me...


José Alberto Sá

Uma lágrima


Uma lágrima

Não chores amor

Olha para mim

Eu sofro contigo

Se vir murchar a minha flor

Não chores coração

Que no meu jardim

Tens um abrigo

A minha mão

...

Não chores doçura

Tens o meu colo

O meu carinho

Um amor de loucura

A minha vida

O meu solo

O meu cantinho

...

Não chores paixão

Deixa meu lábio te beijar

Tuas lágrimas são cristais

Que caiem no chão

E conseguem vidrar

Meus sentimentos leais

...

Não chores

Lágrimas reais

Abraça-me e sente

Não te demores

Meu amor não mente

Amo-te demais


José Alberto Sá

sábado, 26 de novembro de 2011

Na minha teia


Na minha teia


Quero ser uma aranha

Tecer uma teia

De sorriso estampado

Sem ódio, sem manha

Sorrindo ao sol

Sorrindo em noites de lua cheia

Um tempo alcançado

Em sombras de um girassol

Sonhos e realidades

Vivendo verdades

Em cada fio um caminho

Em cada dia um horizonte

Fios fortes bem tecidos

Gémeos do meu carinho

Desejos de um novo nascer do sol

Quando espreita por entre o monte

Quero ser uma aranha

Em fios adormecida

Sonhar por entre a entranha

No tecer da minha apetecida

Quero sentir teu vibrar se me falas

Na minha teia, em meu leme

No teu querer

Ser a aranha a quem não calas

Na vontade que não teme

No desejo de te ver

Num fio que em mim geme.

Enrolar-te em meu tecido

Num corpo apetecido

De menina lisonjeira

Ter-te no meu coração

Como uma prisioneira


José Alberto Sá

Coragem


Coragem


Ao levantar

Senti o chão frio no meu pulsar

Estava vivo… Obrigado

Queria gritar o meu agradecer

O meu levantar ao amanhecer

O acordar neste lado

O sol entrou pela janela

Senti coragem

Senti aromas de aguarela

Queria falar, esquecer a miragem

Ir até ela…


Coragem…


A coragem se levantou,

saiu comigo de mão dada

Aquele raiar me tirou do sufoco

E como um louco

Me fez lembrar minha amada


Coragem…


Agora me sinto

Agora sou

Um homem de coragem

Que mesmo sem bagagem

Sabe que amou

Ao levantar

Senti o chão…

O mesmo chão que é teu

Ao te amar

Senti o teu coração

O mesmo que é meu

E nesta viagem

Na minha coragem

Um pedido de perdão

E tudo aconteceu...


José Alberto Sá

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Café


Café


Hoje foste o meu café

Peguei para te mexer

Senti teu calor

Hoje foste a minha fé

Num momento de prazer

Onde senti o teu amor

Peguei na colher

Mexi-te

Senti teu ondular de mulher

Comovi-te

Senti teu aroma adocicado

Fervias ali a meu lado

Doce e perfumada

Essência do meu inalar

Levei-te à boca

E como uma louca

Dançavas no meu saborear

Cremosa de lindo bronzeado

Minha língua te quis lamber

Creme de rebuçado

Oferta do meu querer

Hoje, senti teu perfume

Amei a chama do teu lume

Naquele apaixonado café

Meu coração não estava imune

Eu sentia-te ao meu pé


José Alberto Sá

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ampulheta


Ampulheta


A areia verte no fundo

Areia branca e fina

Areia da cor do mundo

Na ampulheta da minha sina

O tempo faz contar

Cada pedra que cai

Uma história de amar


O tempo vai...


Prometeste-me o tempo que resta

Eu vou contando

Cada vez que viro o tempo

É o virar da vontade,

uma aresta

Um coração ao relento

Que vai amando


O tempo vai...


Contagem proibida

Areias movediças

Tempo pedido... Uma vida

Vontade acrescida

De um virar de saudade

Num tempo que vai...

Um tempo que vem...

Em tudo verdade


O tempo vai...


O tempo... Esse senhor

Que faz contagem

Ás vontades do amor

Areias do meu contar

Areias do meu gostar

No tempo que espero

Um tempo de amar


José Alberto Sá

Ponto final


Ponto final


Coloquei o ponto final

Estava no fim do texto

Sem nada ter escrito

Irracional...

Sem contexto...

Palavras que não acredito.

...

Aquele ponto,

não era o fim.

As palavras não tinham saído de mim

Deveria ter colocado reticências

Dar continuidade

Palavras de verdade.

Existências...

...

Olhava o ponto como uma tatuagem

Um ponto de miragem

Das palavras em branco

Ponto final, num texto manco

Sem pernas

Sem braços

Sem cabeça

Um ponto sem traços

Dos meus embaraços

...

Palavras sem inspiração

Esta é a razão,

do ponto final

No fim das frases inexistentes

Frases comoventes,

sem nada

Palavras de um sinal

Ponto de uma folha agoniada

Somente marcada

Que vale tudo,

mas não diz nada.


José Alberto Sá

O momento


O momento


Decidi,

só tinha um momento

A oportunidade era o tempo

único e já ali…

A minha escolha

A liberdade que quero viver

A paciência que quero ter

O luxo que não me molha

Com a chuva do meu ser


Só tinha um momento


O amor com que nasci

A solidão que não me escolheu

A minha determinação

Em palavras que li

Na juventude que não morreu

Na ternura que agarrei

A luta pelo bem contra o mal

A glória do que ainda não sei

Lembranças do meu ser animal


Só tinha um momento


Decidi, somente num segundo

Naquele espaço infinito

O ponteiro do meu pulsar

De um tic-tac que vem do fundo

Relógio do meu respirar

O tempo oportuno é este

O momento da escolha é agora

O segundo é o único tempo,

que me resta,

O resto não presta

O momento…

É único…

Comigo já mora


Só tinha um momento

E já é meu…


José Alberto Sá

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Hoje...


Hoje…


Meu sentimento já não tem forma

Perdeu-se

Simplesmente me entreguei ao medo,

que me come vivo.

O medo que consome minhas fraquezas

Comoveu-se!

O sentimento em mim cativo.

O medo da solidão.

Tenho medo do acreditar

Numa vida que se faz presente,

vivendo pensando o futuro.

Uma imensidão.


Hoje só quero ser feliz


Mundos de amar

Não sei teu sabor

Nem a cor de teus lábios

Então, porque me sinto preso,

à tua boca.

Meu sentimento esqueceu…

… O amor.

Queria te provocar, te sentir

Renovar, o que me moveu

Alinhar o desalinhado

E pedir…


Hoje só queria ser feliz.


Entra em meu mundo de amores

Onde as cores se misturam

Onde no céu azul, existem flores

Onde as vozes murmuram

Hoje vou passear meus sonhos

A paz levo comigo de mão dada

No sorriso levo a alma

Vou ser capaz de voar,

uma ave alada

Num voo nas nuvens da calma


Hoje só quero ser feliz.


José Alberto Sá

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Nem eu!


Nem eu!


Detesto

Pessoas que vivem sentadas

Na ponta do alfinete

Vivem nos abismos

Tresloucadas

No gume do canivete

Feiticismos

Pivete.

Detesto

Pessoas que vivem sem palavra

Na ponta do nada

Vivem nas amarguras

Da pele arranhada

Entre as escamas

Entre as ranhuras

Figuras

Mundanas

Detesto

Pessoas que vivem sem viver

Na ponta da faca

Vivem de mente fraca

Num mundo a corroer

Seres infelizes

Árvores sem raízes

A apodrecer

Detesto

Porque nem eu presto

E me manifesto

Pedindo num gesto

Que alguém me chame

Me analise

Não me banalize

Mas me ame.


José Alberto Sá

Espelho meu


Espelho meu


Hoje olhei o espelho

Reflectiu minha imagem

Era eu!

Nem amarelo, nem vermelho

Nem o cinzento apareceu

O brilho? Era a miragem

Do reflexo…

Que era teu.

Meus olhos penetraram

Sem riscar a macieza da minha face

Nariz pontiagudo e saliente

O ponto entre o meu olhar

Meus olhos solidificaram

Sem que me transformasse

Num ser exigente

Perante o espelho do meu sonhar.

Hoje o espelho estava baço

Minha boca lhe tocava

E na respiração fiz um traço

E… Outro

Outros traços, eu fiz

Hoje meu espelho me diz

Amo-te, te quero

Como riscos de giz

Corações feitos com o dedo

Vontades de uma raiz

Lousa da minha vontade

Na verdade

Um espelho sem medo.


José Alberto Sá

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quero recitar


Quero recitar


Chiu...

Não arrastem as cadeiras

Arrepia-me o pensar

Traçam linhas

Areias que riscam e traçam

Asneiras ao soletrar

Chiu...

Sem espinhas

As vozes dormentes

Que falam no silêncio

Torrentes...

Correntes do ecoar

Chiu...

Silêncio aí ao fundo

Parem os zumbidos

Que ecoam viciados nas paredes

Imundo... Às vezes

Chiu...

Calem esses sons abrasivos

Sussurros no vazio

Quero-vos mudos

Tímpanos surdos

Parem de respirar...

Nem um pio

Chiu...

Ouvi, alguém suspirar

O ar mudou

Podemos amar

A poesia e o seu recitar

O poeta amado...

Chiu...

Obrigado.


José Alberto Sá

Rabiscos


Rabiscos


Não são palavras, são linhas

Que tracei…

Fiz um quadrado

Asfixiado

Por linhas fechadas

Que desenhei…

Reflexões… Telepatia

De uma asfixia

Em quadrado… Fechado

Que nada me dizia

Rasguei

E novamente tracei

Uma pirâmide

Triângulo unânime,

da minha vontade

Na verdade

Tinha o topo afiado

Algo preocupado… Sofrimento

Tortura

Alimento,

de meus traços em loucura

Machuquei o desenho

Deitei no caixote

E fiz um rectângulo

Caixa forte

Paredes escuras

Morte…

Linhas fechadas

Sufocadas

Traços do medo

Linhas da mente

Credo

Potente

Queimei

As figuras de geometria

Sem cor

Sem dor

Quadrado… Asfixia

Triângulo… Família, laços

Rectângulo… Fobia

Medo dos traços


José Alberto Sá

Dúvidas?


Dúvidas?


Preto e branco

Três cores

Eu e tu

Três amores

Errado!

Branco e preto

Uma cor

Tu e eu

Um amor

Talvez!

Cinzento

A outra cor

União…

Filho

O outro amor


José Alberto Sá

domingo, 20 de novembro de 2011

Parem...


Parem...


Senti o pio agudo da gaivota

Pio vermelho... Grito

Voo de penas cortadas

Uma parede sem porta

De um voar aflito

Pio agreste

Da roupa que despe

No mar sem areia,

sem piar.

Água que sobe, comendo a terra

E eu olhando a serra...

Não vejo o mar

...

Regresso do alto

Num grito desmedido

Correndo e voando num salto

Acudindo ao pio vermelho

Sangue de um pedido

Mundo novo

Tempo velho

...

A gaivota somente caminha

De voo cortado, pio silencioso

Bico ensanguentado, piedoso

Adivinha...

Tratantes e selvagens

Que vivem em traços miragens

Da sua destruição

Da minha, da nossa

Os indefesos animais

São os tais... Como eu...

De um tempo que faz mossa

...

Pio sem bico

Bico sem penas

Eu fico!

Pelas palavras e indefeso

Apenas!


José Alberto Sá