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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Baloiço

Baloiço

Baloiça menina
Baloiça no baloiço dos amores
Vai e vem…qual abelha na procura
do pólen, no baloiço das flores
Pequenina…
De flor em flor
Vida dura…quanto amor!
Baloiça menina, te dou o balanço necessário
Vai e vem menina, voa no teu imaginário
Parece que danças
Baloiças ao vento
Ritmo suave a melodia das crianças
Vejo-te bailar e eu a empurrar
Meu sorriso alimento
Teus cabelos esvoaçam…fragrâncias
Essências ocultas…no voar de teu vestido
Distâncias
Que não consigo evitar…meu olhar
Proibido…
Baloiça menina…pele morena
Tremo de ansiedade minha pequena
Vai e vem, dança que lembra
Momentos de baloiço parado
Amor que não aguenta
E fermenta, aquele apetite aguçado
Baloiça menina…doce paixão
Baloiça ao ritmo de meu coração
Que eu aqui parado, vou amando
Deste lado, tudo que vejo
Baloiça menina, que também vou baloiçando
Em todo o vai e vem que desejo.


José Alberto Sá

Lembrei-me

Lembrei-me

Lembrei-me…não consigo esquecer!
O frio que sinto é o teu calor que se ausentou
Lembrei-me do nosso momento…nosso viver
Num coração meu, que sempre lutou,
minha paixão.
Estava escuro, faltava-me luz
Sereno estava, eu já não sorria
O sol que tapado estava… já não reluzia.
Anunciava o meu dia, minha cruz…eu rezava,
mais uma oração.
Lembrei-me que estava só
Lembrei-me que me faltavas
Eras o milho que não mói
…por falta de mó.
Tortura da minha voz, que te chama sem palavras
…mas que me dói!
Loucura da minha mente ferida…
Tua ausência.
Lembrei-me de que nada sou…
Persistência.
Lembrei-me de que já não vou…
embalar em braços teus…querida.
És o milho que não dá pão…farelo
Lembrei-me da tua voz…suave
Do macio que seria teu cabelo
Lembrei-me do beijo…minha clave
Lembrei-me do beijo… com que sonhei
Lembrei-me como seria bom para nós,
a amizade que não restou…eu sei.
E lembrei-me de te dizer
Que te amo…aqui estou
Meu sofrer…
Lembrei-me que só tu serias
Lembrei-me que só eu sou
Que tu és o milho que não moeu
e a mó que te falta e não morreu.
Sou eu.

José Alberto Sá

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ontem/Hoje e...

Ontem/Hoje e …

Nasci ontem!
Quase não me deram tempo de crescer!
Quase não tive tempo de aprender!
Quase sem saber…sem dar por nada!
Estou aqui…hoje!
Encruzilhada!
Por onde passei? História
Por quem lutei? Vitória
Quem me encaminhou? Sorrisos
Quem me protegeu? Juízos
Hoje…sou…
O que amanhã talvez…
Hoje vou…
Se amanhã…tiver vez
Ontem…ganhei
Hoje…ganho
Amanhã…não sei
Meu tamanho
Até aqui!
O amanhã…é já ali!


José Alberto Sá

Saudade

Saudade

Saudade!
Porque me invades
Ocupas o meu coração
Teste de capacidades!
Silêncio…solidão
Tu!
Sim tu…desse lado
Saudade vadia…luz baça
Tu!
Meu fado…
Saudade vazia…ténue vidraça
Saudades minhas
Saudades tuas
Saudades que escrevo
Nestas linhas
Saudades nuas…de ti
Se me atrevo!
Tu!
Saudade de quem nunca vi!
Saudade…
Minha verdade
Minha luz
Saudade…minha prisão
Minha cruz
Meu travão à liberdade
Paixão
Tu!
Voz que ouvia
Luz do dia
Saudade
De toda a verdade
Eu não mentia!
A realidade…
Hoje é saudade

José Alberto Sá

Linha em Branco

Linha em branco

Vou falar de ti
Bela…Linda…bonita…
Três palavras iguais…escrevi
Todas condizem contigo menina
Catita
Vou falar o que sinto
Sincero…original

Deixo a linha em branco
Para saberes que não minto
Onde escreverás se algo estiver mal
Sou eu… vou ser franco

Vou falar de ti, menina nua
A saudade de ti, minha flor
A linha que deixei em branco é tua
Onde escreverás, tua saudade
Amor

Vou falar sem mágoa, sem revolta
Meu testemunho aqui fica
Na linha em branco participa
Na verdade ela é tua, meu amor
Escreve nela a tua volta

Amo-te…tu sabes e imploro-te
Que na linha que deixei
Sejas tu a  escrever adoro-te!
Diz em palavras o que sentes
E eu te amarei…

José Alberto Sá

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fruto Proibido

Fruto proibido

Descascada!
menina nua
vi-te na rua
também depilada!
Comer-te...queria
mas não podia!
Menina suja
na praia maruja
que provocação!
Menina branquinha
podias ser minha.
Estava ali à mão!
Sem roupa vestida
uma simples banana!
que não foi comida.
caída no chão!


José Alberto Sá

Rosa vermelha

Rosa vermelha


Vermelha, minha Rosa…minha prosa
Rosada nas faces, a cor da mudança
Sorriso alegre, menina…minha Rosa
De folhas, cor esperança.
Ao vento sedosa respiras
e do sério me tiras…
Menina vaidosa.
Rosa vermelha…ramo espinhoso
A luz dos meus olhos
Menina de mil gémeas, donzelas aos molhos
Em sonhos perfumados… ser teu esposo.
Quantas vezes te vejo dançar
Sabendo que tu és a mais bela
Quantas vezes rebenta em mim
…o ciúme.
De não te ter, te poder agarrar
da minha janela
e seres do meu jardim
Espinhosa menina, meu lume.
Rosa vermelha, nenhuma igual
Rosa de luz, que a um anjo se assemelha
Perfume de Éden, menina perfeita
A luz do meu sol…meu cristal.
Menina do meu sonho, que a noite me deita
Serás sempre, rosa vermelha
Menina Rosada, meu sinal.
Espero te ter…pois eu te amo
Espero te ver e sussurrar…minha flor
Espero me espetar no pico do teu ramo
Num pacto de amor

José Alberto Sá

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Inerte

Inerte

A folha caía, deslizando ao vento
O vento soprava, na dança da nuvem
A nuvem embalava, no berço do céu
Melodia de doces encantos…meu sustento
Natureza…te admiro…vem comigo…vem
Natureza…imensidão de beleza, de lindo véu.
A folha caía, deslizando suavemente
O vento soprava na dança das folhas
As folhas cantavam, ao vê-la cair de contente
Ao vento…à chuva, que pingava e na terra saltava
…em bolhas.
A folha caía no vazio, dançando num adeus
O vento soprava no infinito, daquela dança
As nuvens sorriam…tal e qual…sorrisos meus
A folha caía, suave…qual criança
Brincava bailando ao cair com o vento
A folha caía e quase no chão! Parecia chorando
Na melodia do vento, na dança das nuvens…lamento
A folha caíra no chão, naquela queda foi amando
O vento acalmava, a nuvem parava…terminou
A dança acabou…
A chuva parou…
Aquela folha …fui apanhar…
porque ainda sou
o que mais a amei e continuo a amar.


José Alberto Sá

Nudez

Nudez

Ao olhar o mar…esqueço
Fraquezas…tristezas…minha existência
Ao olhar o mar…pareço
Menino…simples…sem essência
Puro…sentindo-me nu
Puro…como a mais bela flor
Puro…inocente…cru
Puro…semente…indolor
Ao olhar o mar…vejo
Suavidade…tranquilidade…verdade
Ao olhar o mar…desejo
Justiça…humildade
Ao olhar o mar, sinto-me nu…pureza
Nu pareço, sem essência, da bela flor
Nu na minha inocência…sou a certeza
Que até nu…amo o mar
Nu sou amor…
Ao olhar o mar…amo
O tempo que passa…
Ao olhar o mar…exclamo
Grito amor, paixão e raça
Ao olhar o mar…sinto-me unido
Amo-o como se ama a vida
Ao olhar o mar agradeço…meu corpo despido
De fome que não tenho…por falta de comida
Ao olhar o mar…o silêncio impera
Ao olhar o mar…sinto verdade…felicidade
Sem desanimar…amando…quem me espera
O mar…ele que me olha…neste corpo nu de saudade
Ao olhar o mar…toda aquela imensidão
Encho o corpo nu de tudo que é teu
De paz, amor, felicidade em meu
Coração…
Meu mar
Tranquilidade…desejo meu
Esperança em nós…
Amor…só tu
Verdade de vós
Corpo nu…sou eu

José Alberto Sá

domingo, 26 de junho de 2011

Aquele beijo

Aquele beijo

Adormeci…sorrindo
Um anjo me adormeceu
Sonhei…pedindo
Ao anjo…o meu amor
Acordei…sentindo
Essência de uma flor
Sorri…adormecido
Pedi…enquanto sonhava
Senti…quando acordava
Um amor merecido
Um beijo perdido
Que nunca vi
Nem senti
Mas que eu queria!
A flor era a alquimia
Ciência de um beijo!
Será que um dia?
Desejo…meu mar
Luz do dia
Meu ser
Adormecido…sonhei e acordei
Sem te esquecer…
E adormecido sonhei
Acordado num beijo
Que não dei.

José Alberto Sá

Deixa-me

Deixa-me

Deixa-me olhar o vento para sentir-te
Deixa-me sussurrar ao vento para ouvir-te
Deixa-me adormecer com o vento…sonhar contigo
Deixa-me ao acordar com o vento …ser teu amigo
Deixa-me respirar a tua voz e desabafar
Deixa-me ondular ao vento…te amar
Deixa-me sorrir e gostar de ti
Deixa-me voar nas tuas palavras…que li
Deixa-me…
Eu deixo que ao vento me sintas
Eu deixo que me oiças quando quiseres
Deixo até que sonhes comigo!
Sonhar nas cores do arco-íris, pintado com nossas tintas
Eu deixo ser teu amigo, se me disseres
Em desabafos de amor…
Que gostas de mim
Deixa-me que te diga…gosto de ti
Deixa-me dizer-te…minha flor
Amo-te…meu amor…meu jardim
Deixa-me com o vento, sentir o que escrevi
Deixa-me esquecer ao vento as saudades
Deixa-me correr com o vento, para teus braços
Deixa-me dizer ao mundo…mil verdades
Deixa-me sorrir ao vento…pedir abraços
Deixa-me…voltar
Deixo-te meu coração
Deixa-me o teu mar
Minha razão…sem te deixar

José Alberto Sá

sábado, 25 de junho de 2011

Que mais?

Que mais?

Que mais faça?
Que mais diga?
Que mais peça?
Na minha raça, fadiga e promessa!
Vem a noite descendo bruscamente
E o meu coração entra em agonia
Esperando que a noite acabe, venha o dia
Desejando ver a luz, ansiosamente
Quem passa assim a noite, tristemente
De negro coração sem alegria
Só busca a tua luz que me ilumina
O sol que só tu és…ó minha ausente!
É vazia sem ti, minha vida
A existência sem ti, não tem valor
Toda a fé, toda a crença…fica perdida
Mas quando tu voltares, volta o calor
E verás nesta alma, dolorida
Desabrochar a mais linda flor
A noite não é minha, é tua
O dia é teu, só penso em ti
À noite te vejo nua…em sonho
De dia ao acordar…meu coração
Sorri.
Esperando por ti…me ponho!
Vem…
Amo-te


José Alberto Sá

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Barulho teu

Barulho teu

No silêncio é onde te escuto
No silêncio sonho contigo
No silêncio…luto
No silêncio te falo
No silêncio…me castigo
No silêncio…me calo
No silêncio eu grito
Saudades…
No silêncio me vejo…aflito
Inundado de recordações
Verdades…
No silêncio desabafo emoções
No silêncio consigo-te imaginar
No silêncio elevo-me no ar!
Sensações…
No silêncio consigo amar
No silêncio sinto as águas do rio
No silêncio sinto as águas do mar
No silêncio teu calor…é frio
No silêncio…és minha
No silêncio te tenho…luz
No silêncio desejo-te, amor
Meu empenho…minha cruz
No silêncio és perfume…flor
No silêncio quase adormeço
No silêncio consigo namorar
No silêncio não te esqueço
No silêncio…és o meu acordar
No silêncio tenho-te…cor lilás
No silêncio tenho-te, gravado na mente
No silêncio acordo e tanto me faz
Saber, que o barulho teu é minha semente
E me satisfaz!

José Alberto Sá

Ser

Ser

Quem eu sou? Sou aquele…que não alimenta rancor
Que corre sem se fatigar!
Tenho  comigo, um oceano de paz
Oceano de vida e de amor.
A inteligência é infinita…sei do que sou capaz!
O homem é o que pensa…continuo a pensar
Desejo imenso de ser saudável
Desejo acreditar no meu saber…amar
Gravito na minha vida, amo intensamente
Eu acredito na vida e por isso, assim aceito!
E tudo que aceito faz de mim…ser gente
No meu talento, afecto, amizade e respeito
Triunfo ao abrir o meu coração
Elevo o meu olhar…sendo eu
Abraço até onde deixa a minha visão
Sentindo como verdadeiro o meu…respirar.
Os meus encontros são possibilidades!
Encontros de alegria e sofrimento
Encontros de ontem, de hoje e de amanhã
Verdades…
Agradecimento…
Não espero recompensas…a vida encarregar-se-á
Sou eu…
Vaidoso pela minha união de laços
Em momentos de silêncio ou inquietos
Nunca cruzando os braços
Porque O maior Homem da terra…morreu com eles
Abertos…

José Alberto Sá

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Naquela estação

Naquela estação

Coisas sérias que disse, brincando.
Floridos de conversas…
Momentos engraçados, que foram ficando.
Caricato por vezes…amor às avessas.
Quantas vezes corri para ti
naquela estação, que não conheço
apareci de calção verde, camisa amarela
sapato azul…sonho tropeço
a minha estação, a minha janela!
Onde estavas! Amor não te vi…
Naquela estação esperei…
Tantas vezes…sem eu lá estar!
Cartaz com teu nome…menina
Eu sei…
Era o meu querer…meu amar.
A esperança de te ver…minha
te encontrar!
O comboio passou…ali fiquei.
Ao longe parecia te ver!
Não sei…
Acreditar era difícil…não estava a crer
estavas ali…sozinha!
Abri os braços e corri…
Corri, corri e abracei
Sim…abracei mais um sonho.
Nada vi…
Naquela estação mil vezes me ponho
…esperando
Roupas coloridas, cartaz…
Amando…
Querendo contigo, só por um segundo estar…
Paz.
Quantas etiquetas colei na testa
com teu nome…para que me visses.
Queria que corresses…que fosse uma festa
num brinde sonhado em mil tolices.
Naquela estação, que não conheci, fui sonhando
Enamorado.
Naquela estação fiquei…o comboio foi passando.
Esperei pelo amor, que continuo a amar
comboio que me leva…à minha flor
Sem vergonha levarei de novo o cartaz!
que dirá teu nome…Luz, Primavera
que será amor.
Na tua estação…na minha espera.


José Alberto Sá

terça-feira, 21 de junho de 2011

Não te esqueço

Não te esqueço

Senti um doce desconhecido
uma brisa de açúcar no meu deserto.
Levei à boca um grão de areia…apetecido
grão de areia que ao sentir…imaginei-te perto.
Já não existe ausência do sol…estou aqui
continuo teimando em te queimar
sou o sol do meu deserto…para ti
sem medo das sombras do nosso amar!
És o aveludado mar…misterioso
ondular doce…teu olhar
espuma branca de cetim…amoroso
o teu amar…
Falo de ti…sendo insuficiente…meu falar
Sinto-te …sendo insuficiente…meu sentir
Falo na esperança de te encontrar
sinto-te na esperança de te pedir…
Volta…
Continuas transparente…liberdade
Saboreio-te sem te inalar…perfume
Tento imaginar o teu tocar…suave
Jamais me serás indiferente…meu lume
nas tochas que ardem em meu coração.
Sinto-me perdido…vem me buscar
Sinto-me à deriva…minha exaustão
Procurando um amor que sei…
onde encontrar!
Amo e amei…
e quando menos esperar…eu sei…
terei o meu mar.
Terei de acabar com este espaço vazio
Calar o teu silêncio, teu desejo
Acender a vela, acender nosso pavio
sentir tua boca…meu mar.
O meu beijo.

 José Alberto Sá