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terça-feira, 31 de maio de 2011

A Dança

A Dança

Era música que ouvia…melodia
O vibrar que sentia…amava
Entrava no coração…que palpitava
Minha paixão, a música…que me batia.

Notas suaves para sonhar…em nuvem bela
Sonhos Rosa, de transpirar…meu erotismo
Dança mimosa de transgressões…de louco por ela
Menina modelo que comigo dança…meu nervosismo.

Passo a passo, perna na perna…é Tango ou Valsa
Bem agarrado e apreciando…sorriso teu
Sabias dançar! E bem agarrada…via teu ombro,
estavas sem alça…mas que assombro.

Sentia-me bem, junto contigo…que belo par
A música entrava, nos arrepiava…sorrias para mim
Dizias baixinho, junto ao ouvido…que gostavas de amar
Puxei-te para mim, dizendo que a nossa dança…não mais teria fim.

Um passo atrás, mais dois adiante…em ritmo certo
Olhei-te nos olhos e sem respirar…trocamos um beijo
A música entrava e nós a sentíamos…cada vez mais perto
Ama-mos a dança, ama-mos a música…neste Tango de amor
Amor que dizias e eu queria…na realidade este desejo

Sentimos amor, nos apaixonamos…sonho Cor-de-rosa
De mão dada saímos contentes…mas sem despedida
Começamos na dança e hoje continuamos…uma vida amorosa
A música ensinou e amor ficou…como tudo na vida.


José Alberto Sá

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ouvia-te chorar...

Ouvia-te chorar…

Desesperado eu estava.
Ouvia-te chorar…
E sofria soluços teus, que ouvia
angustiado, quase rebentava
pelo resultado de uma conversa dura.
A minha voz e a tua tinham sofrido,
palavras ásperas, de rebentar.
Qual o coração que aguenta
as palavras de ti, para mim, menina pura,
embebidas nas minhas respostas.
Diálogo louco, do podre que fermenta
e acabam em palavras opostas.
Ouvia-te chorar…
Serrei os olhos de arrependido
a teu lado, queria estar para te dizer.
Queria-me levantar e correr
para teus braços, te amar.
Parecia que tudo era perdido
teria ali sozinho de sofrer.
Ouvia-te chorar…
Usavas o lenço, eu ouvia o limpar
explosão de dor, querias gritar.
Gritos mudos, soluços de amor.
E eu…que tanto queria…
Não sabia como lidar
com tão frágil situação.
Tão frágil flor.
Ouvia-te chorar…
Tomei coragem e abri a porta.
Olhaste-me…
No mesmo instante, baixaste o olhar.
Não importa…
O meu sofrer era igual ao teu
e mesmo baixando a cabeça
senti, que me querias amar.
Desculpa-me…disse!
Talvez eu mereça.
Quero que me olhes, Amor?
Chamei…
Perdoa-me as palavras desferidas
palavras perdidas, palavras nuas.
Sempre te amei.
Minha culpa incompreendida,
quando me perdi em ofensas tuas.
Mente ferida…
Eu sei…
Sentei-me e nos olhamos.
Sentei-me e nos abraçamos.
Ali desabafamos em segredo.
Naquele olhar…paixão.
Deitamo-nos  e desfrutamos.
Sem medo…
Arrependimentos que se soltam, em união.
Amamos e nos perdoamos
sem mais pensar…
Em mentes tresloucadas, sorrimos
já não havia porque chorar
afirmamos e pedimos…
Que se perdoassem as lágrimas
de amor,
que por ele foram choradas.
Palavras que saíam em desabafos e dor.
Ciúmes que partiam e dobravam
o nosso amor.


José Alberto Sá

domingo, 29 de maio de 2011

SOL, LUZ e MAR

SOL, LUZ e MAR

A luz e o mar.
Ambos vivem apaixonados
e todos os dias namoram
nas ondas do saber namorar
duas dádivas, o mesmo par.
A luz é a alma do sol
raios que abraçam no mar
as suas vagas de linda espuma.
Raios que em batidas na água mole
fazem transparecer um ar felino,
das garras de uma puma.
A luz e o sol são vida, que libertam tentações
que sem mar, não valeria a pena.
Ondas de carne, mente comovida, atracções
em sentidos loucos, linda cena.
Como vejo brilhar o mar, parecendo rir
vejo  o penetrar do sol, na sua entrega
vagas que serpenteiam envoltos de prazer.
Num fugir…
Num vai e vem de amor
como quem se esfrega.
Mar e luz, mar e sol, amor total.
Abraços de palavras, apertos de saudade
… união especial.
Mesmo revolto o mar é belo.
Ondas de gritar no seu rebento
dueto vaidoso,
quando o sol e a luz se amam
mar de canela, cor Lilás, caramelo.
Que mesmo em sufoco de tempo
tempestuoso…
gritam emoção, que ambos exalam.
Tão lindo o tempo do amor
meu mar, nem ponteiros sabe ler
a ele converso o tempo passar.
Segundo a segundo, para aprender
que o futuro é de amar e acreditar
pois presente é o amor que estamos a ter.
A natureza foi feita de amor
O amor foi feito de verdade
A verdade foi feita de sol e luz
O sol e luz foram feitos por uma flor
O mar é lindo, aos olhos do sol, que reluz
O mar é lindo, aos olhos da luz, em vaidade
O mar é tudo que me enche
Na paz e no amor.
E o amor é toda a claridade
Tu e eu,
Luz, Sol e Mar


José Alberto Sá

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Senhora dos Altos-Céus

Senhora dos Altos-Céus

Senhora minha, minha dama
coroa de oiro
minha mãe, que a mim chama.
Manto azul, de lindos véus
senhora rainha, meu tesoiro
Que o povo tanto ama
Rainha dos Altos-Céus.
Os anjos te abençoam
ao fundo dos teus pés
Dançam nas nuvens de sonho
protegendo a minha terra
de lés a lés
e ao povo tudo perdoam.
Princesa de Esmojães
Santa e linda como a luz
Rezas por todas as mães
na presença de Jesus
Minha mãe, Rainha Santa
de coração que abraça o mundo
sou teu apaixonado
pois a minha vida amo
Pedindo-te ajoelhado
que o teu amor por mim, seja profundo
Minha senhora, Senhora de Deus
peço-te que por mim ores
olhando em primeiro o povo da terra
e os amigos teus
pois no meu coração só existe
paz, amor e pecados meus
Minha mãe, Senhora de alegria tanta
Altos-Céus e Esmojães terra Santa


José Alberto Sá

Porque não!

Porque não!

Se a vida é um segundo
e se nos falta um sorriso
Porque não!
Ele existe em todo o mundo
façamos o que é preciso.
Se falta um abraço
Porque não!
Se o que nos une é esse laço
Se te falta um carinho
Porque não!
é só seguir o caminho, a perfeição.
Se falta ter um amigo
Porque não!
Procura-me, fico contigo.
Se te falta um beijo
Porque não!
Se ele ilumina, como a luz que vejo.
Se falta uma mão
Porque não!
Essa é a força, a união.
Se te falta um olhar
Porque não!
Olho-te para sempre, sei amar
Se te falta amor
Porque não!
Se a vida pode ser de qualquer cor
Mas se vives na saudade
Então…vai
Tudo pode ser verdade.
e…
Porque não!


José Alberto Sá

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Amor proibido

Amor proibido

Pássaro que voas
batidas suaves em asas de algodão.
Deambulas cortando os ventos
fugindo das garras de um falcão.
Voo teu apressado que eu sinto
Planas entre navios, sobre as proas
quando estas sobem e descem nas marés.
Ondulações fortes que provocam erosão
água que grava nas pedras o labirinto
que é teu nome, se sabes quem és.
Onde te procuro e me perco, ensanguentando
meus pés.
Queres voar por entre mares, me é sabido.
Entre penedos de negros olhares, de quem mata.
Qual trepadeira que se enrola
como num corpo despido
e a fome sacie em ouro e prata,
que a ambos consola.
Pássaro que embelezas o ar
beleza da terra que vês aí de cima.
Batendo as asas silenciosas
querendo fugir, querendo acordar.
Quais mentes confusas, mentes penosas.
Caprichos da natureza em batidas teimosas.
Nevoeiros frios, que raios tapam
na escuridão que nos humedece.
Nas escarpas de amores, que se alapam
e ambas as mentes se esquecem
do pecado e do seu sentir.
Qual cadeado que se enlaça
entre pernas e braços, num aos que há-de vir.
Bastião da deusa da caça,
que é Diana.
Que deixa o pássaro voar, na imensidão da liberdade.
Mas o fogo do amor não passa
sem que se acenda a chama
num voo de verdade.
Pássaro que voas, minha vaidade
mar revolto, castidade.
Tu que voas em mim,
és o meu castigo.

José Alberto Sá

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Amigos

Amigos


Nenhum caminho é longo demais, quando acompanhado pelos amigos.
O meu caminho são vocês,...
Sim vocês! Os que querem caminhar ao meu lado,..
Os que comigo, num curto caminho, chegam longe,...
e chegar longe é ter amigos,..
mais, mais e mais, até encherem o caminho,...
o meu caminho!
O caminho longo, mas curto para os meus amigos,..
Tenho tantos, tantos amigos,...
e o meu caminho também é vosso,...
O longo e curto!

José Alberto Sá

Donzela, minha luz

Donzela, minha luz

Ó luz que me ilumina,
forte, quente, inspiradora.
Ó luz que me segue
sempre, agora
musa do azul celeste
do meu coração devoradora.
Sol que me chamas
abraça-me com teus raios,
não deixes que sofra, na areia agreste.
Eu por ti imploro
tu por mim aclamas.
Sufoco sem sentido
garganta apertada.
Estás louca, dizias…
Eu louco estou e afirmo.
Espero o cupido
que nos una, pois…
comigo no sol ardias.
Eu quero ser teu, na inquietude do teu céu feminino,
nas amarras do pecado
na imensidão da dor,
na angústia do aperto
na vontade que prevalece.
Eu quero ser teu, …
Quero ser eu.
Ser eu, é estar contigo na minha vida,
num corpo que seduz.
Luz de corpo, pele de menina
suave e bela
branca e fresca
és tu, …
A minha luz,
donzela.

José Alberto Sá

Banquete

Banquete 

Aceitei o teu banquete,
banquete de vida.
Quem me dera encontrar palavras ainda não ditas.
Senti a Primavera entrar,
num pedacinho da terra,
as flores abriram-se e o sol ficou,
tudo ficou mais alegre.
Devagarinho, palavra a palavra,
libertei-me do sono,
onde me escondia,
mergulhei no tempo que é tempo de viver
 e senti o coração bater.
Levantei-me e pintei o meu dia
de mil cores e pensei: Antes de eu existir,
Deus já me conhecia e me amava.
Senti a distâncias do teu banquete
tentei vencer a distância.
Devagarinho, dia a dia ...
devagarinho, palavra em palavra ...
escrevo para ti, enquanto desfruto do teu banquete.
Obrigado pelo convite,
o açúcar e o mel são duas guloseimas,
não resisti.
Sinto a sua falta sem saber onde.
Tenho saudades de um riso que jamais vi.
Penso em você sem saber quando.
escrevo-lhe sem saber quem.
Sentado á mesa, penso que comi
Sozinho no mundo, estava amando
O convite teu, que penso ser de alguém.
Alguém que me lembro, se já esqueci.

José Alberto Sá

Inocente

Inocente

Entre paredes enclausurado.
Sem luz, sem credo,
sem ar, sem alegria.
Entre paredes abandonado.
Sem tremuras, sem medo
sem par e sem fobia.
Entre paredes, abafado.
Sem sapatos, sem frio,
sem mesa, sem cadeira.
Entre paredes sem brio,
sem fome, sem conforto,
sem chão, sem amor.
Entre paredes, sem vida,
sinto-me morto.
Sem chuva, sem carinho,
sem roupa, sem ninguém,
sozinho.
Entre paredes, sem vontade,
sem dor, sem gritos,
sem levantar, sem piedade.
Abutres…, Vermes…, Malditos…
Entre paredes, sem riso,
sem queixume, sem olhar.
Sem ouvir, sem juízo,
sem poder, sem amar.
Entre paredes, sem trabalho.
Sem chorar, sem pedir
sem abraçar, sem cair.
Sem portas e sem atalhos.
Entre paredes…, preso!
Sem liberdade, sem tocar,
sem dinheiro…, teso!
Somente podia…, pensar.
E quando saí, escrevi o que sofri.
Entre paredes, caído no chão,
meu corpo já não existia.
Só minha alma e meu coração
lutavam, eu nada fazia.
Por isso aqui escrevo,
na saudade.
Que a Deus tudo devo,
no que eu Lhe confesso
no que Ele me diz.
Que tudo que eu queria
e aqui escrevo, era só amor
e liberdade, pois nada fiz.

José Alberto Sá

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Olhava-te

OLHAVA-TE

Olhava-te na minha imaginação
e por várias vezes parava o olhar.
Segundos de pura concentração
a minha íris amava o teu mar.
Olhava-te em contornos macios
branca eu te via.
O sangue alterava em correrias e pulos
e sentia arrepios.., eu queria.
Olhava-te e me deliciava…, linda e pura.
Meus olhos nem pestanejavam
eu sabia…, serias bem vinda
te tocaria se ali estivesses.
Todos os sentidos latejavam…,eu merecia.
Olhava-te com e sem pecado
eras ali aos meus olhos, menina frágil
peça de cristal, diamante.
Olhava-te amarrado, em raios de luz
e não conseguia desviar o olhar.
Algodão doce, sentia-te respirar,
corpo ondulante, onde se imagina rastejar.
Olhava-te a todo o instante
aromatizavas o meu sorriso
caramelizavas o meu sonhar.
Sentia vontade de te ter… preciso
e de olhos fixos, não estava a aguentar.
Olhava-te e sentia-te, no meu coração.
Olhava-te e respirava, o teu perfume.
Olhava-te e mesmo sendo imaginação,
desci desfiladeiros, subi ao cume.
Era ali toda minha, perfeita
Era para mim a minha vida
Era intocável eu percebi
Era deusa do meu coração, que não rejeita
Linda de encantar, como nunca vi.
Olhava-te e a minha íris te gravou.
Olhava-te e meu coração te amou.
Olhava-te e eu me apaixonei.
Olhava-te sabendo quem és, sabendo quem sou.
Olhava-te para te ter…, mas…
como não sei…
Se hoje sou homem por te sonhar,
amanhã por te ter, serei rei.

José Alberto Sá

domingo, 22 de maio de 2011

Quero-te

Quero-te

Menina mais linda, tu sabes,
que todos os dias sonho, a tua presença.
E fico feliz por escrever estas palavras de amor
que dedico a ti.
Só tu sabes e podes me dar força,
 sem traves.
As horas lentas não passam, menina imensa.
Agonia no peito, coração aos pulos.
Minha flor
Espero na ansiedade o momento
Sinto vontade de chorar, saudades
Sinto vontade de gritar, o teu nome
Sinto vontade de ouvir a tua voz, tons suaves
Sinto vontade de sentir a tua presença,
teus cabelos nas minhas mãos.
Sinto necessidade de apertar a tua mão e sentir,
os teus lábios nos meus.
É difícil suportar a razão que nos separa
saudade de uma palavra simples, AMO-TE.
Tu és linda, doce, graciosa e singela.
Ajoelho-me a esta saudade
E como é difícil dizer como estou.
Difícil me conhecer, se ainda sou.
Lê estas palavras como se ouvisses a minha voz.
O teu amor embriaga-me
A saudade não passa
Desmancho-me em raios de sol
E quando amanhece, terei sonhado contigo
Na terra és flor
No mar, uma sereia
No ar, uma andorinha
E no corpo, serás minha
Minha saudade.

José Alberto Sá

sentei-me


Sentei-me e abri uma página,
uma página em branco, tracei uma linha,
Pedi café.
Escrevi palavras com a caneta que tinha,
escrevi amor, amizade, flores e reparei,
que a folha em branco já não é,
tomei café e senti,
doce, aroma e suavidade.
Continuei e escrevi Rosa,
parei a olhar,
nela vi, amor, amizade, doce, aroma e suavidade,
aquela sim era a minha página preenchida,
a minha Rosa, a minha vida.

José Alberto Sá


Anta, os meus olhos








Terra que semeais alegria
Colheita abençoada, a minha gente
Nasci dentro de ti, para mais um dia
e morrerei em ti, como semente

Esmojães, Anta

José Alberto Sá